Uma estrela caída do céu.
Desavinda do seu lugar.
Perdida no seu oposto.
Pesa no seu rosto.
A ansiedade da distância.
Caiu por sua vontade.
Permaneceu pelo alheio.
O brilho.
Perdera-se a cada instante.
Rendeu-se à falta de luz.
Aquela que ainda seduz.
Ficou intacta.
Naquele chão que todos pisam.
Nenhum lhe tocou.
Nenhum lhe deu a mão.
Nenhum a levou.
Para onde pertencia.
Aquela estrela, cansada e triste.
Já pouco reluzia.
E tu.
Sabes o que viste.
Quando aquela estrela ainda vivia.
Naquele céu de plasticina.
Moldado à tua medida.
Por um artista que te esculpiu a sina.
JD