Olá,
Bem sei que tenho falhado nos meus posts e comentários... mas "venho aqui" todos os dias.
Este post, não podia deixar de o fazer. Isto é um sítio de fortes emoções, e é isso que estou a sentir.
Não só por a minha família ter ido para o outro lado do mundo, também estou triste por isso (boa viagem, voltem depressa).
Toda a gente sabe do meu vício por Séries de Televisão. Pois bem. Estou extremamente triste.
Ontem cheguei ao fim de mais uma. Não uma qualquer. A minha tristeza passa por ter a certeza que não vou ver mais nada assim, com tanta qualidade.
Desde o argumento, uma família que gere uma agência funerária, à partida não parece muito interessante, mas engana, e "agarra" desde o 1º momento. Personagens muito simples, pelas quais me apaixonei rapidamente.
Foram 5 temporadas de 12 episódios cada, que tive o prazer de "sacar" da net, e assistir episódio a episódio com a minha princesa que partilhou estas emoções comigo.
A série acabou em 2005, e sempre me intrigou ouvir dizer que continha o "melhor último episódio" de todas as séries. Ontem, por volta das 22.45, percebi o que queriam dizer.
Ficámos os 2 sem falar durante um pouco, e só depois conseguimos comentar o que tinha acabado de acontecer. Entre lágrimas por ter acabado e alegria por ter visto algo tão bom.
O Argumentista (Alan Ball) que escreveu, entre outros o belíssimo "American Beauty" disse que parte do segredo da série reside na aposta em actores com experiência de teatro e por tudo ser filmado com o mesmo cuidado com que se filma em cinema. E isso percebe-se, nunca se tinha feito nada assim, nem nunca se tinha falado da morte tão abertamente e com tão bom gosto. Os cenários são cuidadosamente escolhidos, os actores são extraordinários, a banda sonora é igualmente extraordinária e a realização e os argumentos são daqueles cometas que passam por nós muito de vez em quando.
Aconselho vivamente
Forte abraço
Luís Paula









